• Dani Arantes

Ele teria percebido o quanto a palestra foi ruim se soubesse o quão melhor poderia ter sido!

A Connect nasceu de uma inquietação. E isso nos trouxe até aqui.


Sempre que preciso explicar o que a gente faz e quais são os diferenciais do nosso trabalho eu me lembro desse dia no qual eu tive a oportunidade de acompanhar a contratação de um palestrante, um atleta, no caso. Acompanhei não somente a contratação como a palestra também.


Claro que vou ocultar o nome dele, mas é atleta do qual eu conhecia a história, mais especificamente, conhecia duas passagens que poderiam ter uma abordagem mais corporativa pra alinhar aos objetivos do cliente para o evento.

Contratado para falar para um time que enfrentava uma dificuldade naquele momento: A chegada de um líder que tinha uma faixa etária muito menor que seus liderados e pra completar, ele já vinha da empresa.

Liderar pares que subestimam sua capacidade e mérito é um problema e tanto e isso pode impactar muito fortemente nos resultados daquele time e consequentemente nos resultados da empresa.

Ele não jogava em uma posição de destaque na dinâmica do esporte, tinha uma carreira vitoriosa e muitas conquistas coletivas. Na sua posição, proporcionava jogadas para que os pontos fossem feitos. Suas jogadas eram reconhecidas, mas o nome gritado nas transmissões de TV e pela torcida era do atleta que colocava a bola no chão, na cesta ou dentro do gol.


Eu sabia disso, e percebia claramente que ele podia usar essa analogia e aplicar como conteúdo na palestra, mas ele não fez isso.


Diferenciar um palestrante de um profissional que faz palestras é crucial.

Uma das principais funções de um líder é conduzir seus liderados aos resultados. É direcionar sua equipe. Isso era tudo o que eles precisavam ouvir naquela palestra. Era isso que o contratante esperava como retorno de seu investimento, afinal, a contratação de uma palestra é um investimento e como tal, demanda retorno.


Não bastasse essa oportunidade, o atleta ainda tinha uma outra passagem muito interessante: ele já era um veterano quando um recém chegado e desconhecido atleta foi convocado pra seleção brasileira pela primeira vez. E esse novato alcançou números inimagináveis! O novato que ele recebeu já na posição de veterano veio a se tornar um dos maiores atletas na atualidade do esporte mundial.


Ele contou essa história, todos riram. Mas ele não contextualizou isso de forma que ficasse como mensagem a ser apreendida.


Todos perdemos uma bela oportunidade naquele dia!

Tenho certeza que na conversa com o palestrante, como de praxe em todas as contratações, o cliente mencionou claramente a dor em relação ao líder e a resistência de sua equipe em acolher sua ascenção e seus direcionamentos dali em diante.


Assim como também tenho certeza que tudo correu muito bem com a fase de cotação, os trâmites comerciais e de contratação. Afinal, o contratado compareceu, contou sua história, todos ficaram felizes por estar diante de um atleta reconhecido mundialmente, tiraram fotos, filmaram e seguiram a vida.


O que faltou ?

Faltou um trabalho de curadoria. Isso mesmo: curadoria!


Curadoria está na moda ultimamente, mas fazer curadoria de fato não é somente um nome bonitinho pra transformar uma agência de palestrantes em boutique, é uma competência profissional de quem presta o serviço. E isso não se confunde com competência comercial, por exemplo.


O curador agrupa diferentes conhecimentos para aproximar profissionais e empresas do conteúdo que torna seus eventos eficientes e produtivos.

O que significa dizer que um curador acumula conhecimento e expertise para atuar desta forma.


A falta de um ajuste fino, que somente um profissional com conhecimento de ambas as partes poderia ter feito. Conhecimento de palestras e conhecimento de negócios. Esse ajuste fino seria uma curadoria de conteúdo, ou melhor, uma qualificação do conteúdo em relação às expectativas e necessidades do cliente.


Um curador, conhecendo o contexto corporativo e conhecendo o contexto da palestra, é o responsável por perceber e pontuar e até mesmo alimentar o palestrante de números, informações e outros detalhes que façam com que o investimento do cliente seja eficiente na percepção do resultado pretendido.


Essa atuação profissional beneficia não somente o cliente, mas também o palestrante, que se sente de fato assessorado e não somente intermediado numa contratação.


Não basta portanto ouvir o cliente e simplesmente transmitir as informações para o palestrante, é preciso ter conhecimento e repertório qualificado para apreender as demandas de forma detalhada, crítica e especializada e atuar no conteúdo da palestra de forma a obter resultados melhores.


Eu ainda tentei, quando o palestrante abriu para as perguntas, levantar a mão e induzir uma resposta. Mas, sem estar devidamente preparado pra isso, ele não percebeu minhas tentativas.


Aquela palestra poderia ter sido assertiva. Poderia ter respondido aos anseios do cliente. A contratação dela estava dentro de uma estratégia, com certeza, mas o único foco foi a contratação em si, e essa é uma das principais diferenças entre uma agência de palestrantes e uma agência de curadoria de palestras.


Os intervenientes fizeram sua parte: viabilizaram a palestra comercialmente, mas não se preocuparam em atender a demanda cognitiva do cliente.


De outro lado, o cliente colocou as questões pelas quais a palestra estava sendo contratada. Ele fez essa comunicação mas não poderia estar ciente que entre o emissor e o receptor da mensagem, não havia ninguém capaz de codificar e qualificar a informação.


Ele teria percebido o quanto foi ruim se pudesse saber o quão melhor poderia ter sido!

A questão aqui não se trata de contratar ou não diretamente. Com ou sem a presença de intervenientes, mas da existência de um profissional capacitado pra conduzir o processo, com foco no conteúdo.


Quem somos: Somos a mais completa agência de curadoria e gestão de conteúdo de palestras para eventos corporativos.


A primeira no segmento a se organizar como uma plataforma de negócios, fundamentada em suas competências essenciais: a descoberta e a reunião de conteúdo relevante, qualificado e inovador para atender a demanda cognitiva de empresas e organizações.


Dani Arantes é Diretora de Atendimento da Connect.

É formada em Gestão Comercial pelo Senac. Pós Graduada em Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas pela PUC e Consultora em Responsabilidade Social Empresarial e Bem Estar Organizacional.

Possui certificação em Neurociência Aplicada ao Ambiente Corporativo, Gestão para o Desenvolvimento Humano e Gestão do Conhecimento e Inteligência Organizacional.