• Dani Arantes

A falta de conhecimento pode levar a contratação errada de uma palestra.

Se quiser contratar uma palestra, contrate diretamente. Mas se quiser contratar uma palestra melhor, contrate uma curadoria.


Imagine que você pense em contratar um palestrante que fale sobre inovação.


Você começa suas pesquisas no Google, aciona agências (ou bancos) de palestrantes e solicita isso. Apenas isso, um palestrante que fale sobre inovação!


Essa informação, mais uma data, um horário e um local são suficientes para que você obtenha rapidamente dezenas de sugestões de nomes e preços. Afinal, é assim que agências que atuam com a comercialização de palestras trabalham!

Isso resolve uma necessidade operacional, mas não uma necessidade cognitiva.

Vamos partir de um ponto: Inovação para uma empresa não é inovação para todas as empresas. Aliás, até mesmo dentro de uma única organização, inovação para um time não é inovação para outro time.


Nem mesmo inovação é apenas inovação.

É preciso entender de que tipo de inovação estamos falando: de produto, incremental, disruptiva, tecnológica, de mindset ?


Com o que está relacionada: com o modelo de gestão, com a transformação da cultura ?


Sempre há muito o que entender de cada cliente antes de ser capaz de sugerir um ou vários nomes que tratem do tema porque cada empresa tem um contexto muito específico e é pra esse contexto organizacional complexo que palestras e outras ações de treinamento e desenvolvimento são contratadas. Tem um investimento sendo feito nisso e como todo investimento, demanda resultados.


Quer um exemplo ?

No início da pandemia, quando começamos a fazer reuniões por vídeo, equivocadamente chamamos isso de inovação. Quando na verdade devíamos chamar de adaptação!

As ferramentas para reuniões no fomato zoom ou meets já existiam.


O que nos impedia de usá-las ? Não tínhamos a necessidade que impunha a nossa adaptação.


As receitas médicas que hoje podemos tranquilamente receber pelo whatsapp e seguir para a farmácia. Será mesmo que a tecnologia pra isso já não existia ?


A inovação sem dúvida existiu, mas não naquele momento. O zoom, por exemplo, foi fundado em 2011 por Eric Yuan. Já a DocuSign, padrão global para gestão de transações digitais foi fundada em 2003. Mais de uma década antes da pandemia.


Assim como tratamos a capacidade de adaptação como inovação, cometemos outros erros, como por exemplo tratar engajamento e motivação como sinônimos ou até mesmo não perceber o burnout que tem o baixo engajamento como um de seus sintomas.

E pode ser pior: podemos tratar como burnout o que na verdade é uma questão de liderança.


Mas o que isso tem a ver com a forma como o palestrante foi contratado ?
A resposta é : TUDO!

A empresa investiu na contratação de um palestrante de um conteúdo que comunicou inovação para sua equipe quando na verdade a necessidade era comunicar adaptação.


Um briefing bem feito por um profissional com competência pra isso teria percebido e teria direcionado de forma mais eficaz esse projeto.


Essa competência profissional de quem compreende corretamente a necessidade do cliente é o que pode ser chamado de curadoria.


O curador agrupa diferentes conhecimentos, tem um repertório qualificado para atuar com uma visão crítica e especializada. Ele tem foco no conteúdo da palestra e não na comercialização da palestra somente sugerindo rapidamente todos os nomes possíveis sem nenhuma atenção genuína no resultado do evento.


Fazer curadoria de verdade não é somente um nome bonitinho para transformar uma agência de palestrantes em boutique.

As empresas precisam avaliar se de fato precisam de um terceiro atuando de forma puramente comercial e/ou operacional ou se passarão a incluir um interveniente como forma de agregar valor e trazer para o negócio uma prestação de serviço de inteligência, neste caso, optando por uma agência de curadoria de palestras ao invés de uma agência que apenas comercializa palestras.


Se quiser contratar uma palestra, contrate diretamente. Mas se quiser contratar uma palestra melhor, contrate uma curadoria.

 

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Sobre o autor:

Dani Arantes é Diretora de Atendimento da Connect.

É formada em Gestão Comercial pelo Senac, Pós Graduada em Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas pela PUC e Consultora em Responsabilidade Social Empresarial e Bem Estar Organizacional.

Possui certificação em Neurociência Aplicada ao Ambiente Corporativo, Gestão para o Desenvolvimento Humano e Gestão do Conhecimento e Inteligência Organizacional.